Semana passada, fomos surpreendidos com a notícia do fim da Expomusic, a maior feira de música do país e por muito tempo, a maior da América Latina. Parei para refletir sobre o tema e vendo o conteúdo que o pessoal produziu sobre o assunto, identifico alguns pontos que acho importante deixar também.

Minha visão sobre a Expomusic

Meu ponto de vista pode ser que não concorde, mas deixo um pouco de minha experiência sobre a feira e espero ouvir sua opinião também nos comentários.

Primeiramente, vou voltei um pouco no tempo e lembrei-me de quando fui à Expomusic pela primeira vez. Isto foi em 2001, não faz muito tempo visto o tempo que a feira existe.

Provavelmente tenha ido antes, mas com este ano marcou para mim, porque já tocava e vai entender o sentimento de todo aquele que ia à Expomusic: ir à feira da música ou à Expomusic era semelhante a uma peregrinação religiosa à Meca ou à Terra Santa.

Minha geração teve o advento da Internet, mas na época não era todo mundo que tinha condições e, eu como muitos amigos, não tínhamos Internet em nossas casas.

Então, ir à Expomusic era ver de perto o que estava rolando no mercado da música e tudo o que estava rolando aqui no Brasil e principalmente lá fora.

Network e integração com outros músicos

Segundo ponto interessante da feira, com certeza muita coisa em comum ao primeiro, todos os músicos que você não via há algum tempo, com certeza você encontraria por lá, seja tocando ou simplesmente rodando pela feira.

Uma coisa bacana percebida era que, o network local era fortalecido com a Expomusic.

Muitas marcas olhando apenas para o seu umbigo

Terceiro ponto, marcas tinham interesse em músicos locais independente de publicidade.

Era mais pelo que realmente tocavam. Mas não podemos culpa-las por isso, é o mercado. Questão de sobrevivência realmente.

Mas quero chamar a atenção neste tópico para encerrar, e deixo um ponto para pensarmos. Marcas e seu apoio ao músico e mercado brasileiro.

O Brasil é riquíssimo em matéria-prima e em profissionais competentes, isto é inegável.

Mas um ponto que me chateia um pouco é de ver uma minoria de empresas, que se dizem parceiras dos músicos, mas continuam somente beneficiando a si mesmos na verdade e visando somente o lucro apenas.

A perguntas que faço são: guitarras, amplificadores, pedais, cordas nacionais, como podem custar tão cara ao ponto de serem o mesmo preço das marcas gringas ou muitas vezes, mais caras até – como é o caso de alguns produtos signature?

Como podemos mudar a realidade de mercado?

Concluindo, este é apenas um de muitos ponto que no Brasil precisamos amadurecer na comunidade de músicos.

É triste de ver, mas se não mudarmos nossos comportamentos receio que, este não será o primeiro e muito menos o último golpe que o mercado da música nacional irá sofrer.